quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CONDUTA ESPÍRITA

Sede perfeitos


Caracteres da perfeição

1. Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? -Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)


O homem de bem

3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a demência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal..
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz. 

Os bons espíritas

4. Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.
Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza e da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.
Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encamado.
Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.
Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade.

 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

ESTUDO DO EVANGELHO

A Casa Espiritual Redenção
Realiza em sua cede, desde 2011, o Estudo do Evangelho (Miudinho), toda 6a feira, de 20hs às 21:30min.
A iniciativa inspirada pela Espiritualidade, vem ao encontro da necessidade de apreender  os ensinamentos do Cristo.
Contando com a participação da Instrutora Tânia Menezes, que gentilmente se prontificou a ministrar os estudos, o grupo ,ainda modesto, de tarefeiros da casa vem assistindo às aulas sistematicamente.
Tendo início em 2012, no dia 27 de Janeiro,existem ainda muitas vagas disponíveis aqueles que se dispuserem a participar desse verdadeiro "banquete" espiritual.
A base bibliográfica utilizada é:
O Livro dos Espíritos e o Novo Testamento. 
Em se tratando de Evangelho, nada surpreende aos frequentadores a sensação de bem estar promovida após as aulas. De forma eloquente, coerente e ágil, nossa instrutora compartilha suas vivências e conhecimentos sobre a Lei, as passagens trazidas  através dos Evangelistas, torna o estudo muito acessível e empolgante.
A Evangelhoterapia é realmente perceptível a todos que a Ela se submetem. A Espiritualidade conduz os estudos ajudando-nos a entender melhor os conflitos e problemas pessoais , de nosso dia-a-dia.
O Mestre já desenvolvia essa experiência quando aqui na Terra. Seus discípulos e apóstolos vivenciaram durante sua missiva essa realidade. 
E, novamente, surge o convite!
Amados, não esperemos mais, sejamos para o Cristo, novos pescadores de Homens.
Entendamos de uma vez por todas, que sem a Luz viva da atitude Cristã, e da mudança nas atitudes íntimas em nosso coração, a fé sem conhecimento e ação é morta.
Somemos nossos esforços para mais uma vez atender ao chamado!
E ao contrário do que muitos pensam : 
Não somos trabalhadores da última hora.
Somos milenares candidatos ao progresso moral e espiritual que tando o Mestre, quanto a Espiritualidade, esperam que sejamos: Trabalhadores a serviço do Cristo!
Ele não espera que sejamos perfeitos para nos prontificarmos à tarefa, deseja que estejamos aptos à pegarmos nossa cruz e seguí-lo.
A Luz do Evangelho se exterioriza em nós através de nossos atos.
O chamado é para muitos não é para todos; poucos são escolhidos; para ser o escolhido, tem de haver merecimento para o chamado que está sendo feito. É pelo esforço que o chamado tem a sua tarefa.
E o importante é: sermos reconhecidos pela Espiritualidade como trabalhadores. 
Então está esperando o que para se inscrever e participar?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

NOVIDADES CHEGANDO...

A ARTE DA MEDITAÇÃO
Por : Debora Mota

A meditação ao longo dos anos tem demonstrado que as pessoas que a praticam, são capazes de resistir aos golpes da vida e lidar muito bem com o estresse diário, sofrendo menores consequências diante deles.


Muitos Mestres Zen Budistas, Indus, Yoguis e Orientais vem a milênios nos transmitindo essa prática salutar como forma preventiva de manutenção da saúde física, emocional e mental, com excepcional melhora na qualidade de vida de seus adeptos.
Atualmente, a Ciência Moderna Ocidental, vem se interessando pelos resultados trazidos pela prática regular promovida pela Meditação. Em Harvard, nos Estados Unidos, o psicólogo Gary Schwartz realizou pesquisas nessa área e comprovou, o que os Mestres Orientais  já sabiam, que a ansiedade  e o estresse diminuem consideravelmente. Em um dos grupos de estudos realizados , através de meditação diária durante um período de três meses, percebeu que essas pessoas tinham muito menos problemas psicológicos ou psicossomáticos, como : resfriados,dores de cabeça e insônia.


Na escola de Medicina, também da mesma instituição, Herber Benson, escreveu um artigo na Harvard Business Review, recomendando aos empresários que permitissem que seus funcionários tivessem um período de folga para fazer um relaxamento. Houve uma redução no nível de estresse, e um aumento na capacidade de prestar atenção, nas pessoas que se dispuseram à prática diária da meditação.


Em fevereiro, de 2010, o Ministério da Saúde baixou portaria incentivando postos de saúde e hospitais a oferecer a técnica em todo o País.Nos EUA, O governo , responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio,do mesmo ano,  o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos ao oferecer a meditação em todo o País.

"Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente a cabeça também ajuda a manter a saúde física".Afirma,  Erick Schulz. Leia mais em "http://erickschulz.blogspot.com/2010/01/medicina-se-rende-pratica-da-meditacao.html
Recentemente, os tarefeiros da Casa Espiritual Redenção, receberam uma orientação expressa da Espiritualidade que orienta o Tratamento Apométrico: "Pratiquem meditação para melhorar o foco no trabalho mediúnico". Essa não é uma opção, é uma condição para o trabalho.
Em função dessa prerrogativa, estaremos em Março, disponibilizando oficinas de meditação, no espaço da CER.
Ainda, estamos estudando a viabilidade da data e da sala , a ser utilizada para as práticas.
Em breve, estaremos divulgando na CER, e aqui , no blog, onde e quando terá início esse processo. Lembrando a todos sobre seus benefícios e que temos em nossa página de Meditação, técnicas disponibilizadas ao acesso de quem quiser inciar-se nessa fantástica ARTE.

Tem alguma dúvida? Veja  na página Biblioteca, a lista de indicações Espíritas sobre o tema.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A MATRIZ VIVA, a nova ciência da cura



O poder da informação.

Líderes da ciência estão examinando o corpo através da lente da física quântica. Eles descobriram que somos muito mais do que máquinas bioquímicas. Em vez disso, nossas células são emissores e receptores de informação, controlando a nossa saúde de uma forma que nunca se imaginou.

No filme, pesquisadores e outras pessoas que enfrentam os desafios da saúde colocam a ciência em perspectiva, quando eles contam suas histórias. Eles descrevem que enfrentam doenças graves, tornando-se frustrados e sem esperanças quando chegam a becos sem saída no tratamento médico convencional. No entanto, com uso de terapias baseadas na informação, eles passaram a ter recuperações notáveis.

Curas com base científica ou “curas milagrosas”?

Como podemos encontrar explicação para estes casos, e muitos outros como os deles?
A medicina moderna medicina bioquímica não tem estrutura para explicar esses eventos, e muitas vezes os descartam como remissões espontâneas … ou o resultado de algum tipo de efeito placebo.

Mas o que aconteceria se tivéssemos a base científica para explicar não só o fenômeno, mas os meios para iniciar deliberadamente essas “curas milagrosas”?

Saiba mais… este filme vai trazer as mentes mais expansivas da medicina alternativa para sua sala.

Assista!

Sugestão:
karlakinhirin.com/a-biografia-de-eric-pearl/the-living-matrix-a-vida-matriz/

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lei de Justiça, Amor e Caridade
Sérgio Biagi Gregório
1) O que se entende por justiça?
A justiça é um princípio moral que exige o respeito ao direito de si próprio e ao dos outros, segundo a equidade. Por direito, entende-se aquilo que é conforme uma regra precisa ou àquilo que é permitido. Por equidade, entende-se o tratar todos com igualdade, ou seja, da mesma maneira seres que, além de suas diferenças acidentais, podem ser considerados como essencialmente parecidos. Pode-se falar, também, de um sentimento de verdade, de equidade, de humanidade, colocado acima das paixões humanas.
2) Qual o conceito de amor?
Sentimento interior que nos remete a um objeto, considerado bom. Em se tratando de pessoa, é uma força tendente a aproximar e a unir, numa relação particular, dois ou mais seres. Exemplo: "amor ao próximo"; "amor fraternal".
3) Qual o conceito de caridade?
Da mesma raiz de amor (caritas), é uma virtude cristã fundamental que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus. A máxima empregada é: "Ama o próximo como ti mesmo". Paulo foi quem mais insistiu na superioridade da caridade em relação às outras virtudes cristãs, quais sejam a fé e a esperança. Assim se expressava: "Agora, essas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, entre elas, a mais excelente é a caridade". (Paulo, 1.ª Epístolas aos Coríntios, 13, 1 a 7 e 13). Para ele, "A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura os seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre". (Kardec, 1984, p. 201)
4) Por que a Lei de Justiça, Amor e Caridade é a mais importante das Leis Naturais?
De acordo com O Livro dos Espíritos, há dez Leis Naturais: 1) Lei de Adoração; 2) Lei do Trabalho; 3) Lei de Reprodução; 4) Lei de Conservação; 5) Lei de Destruição; 6) Lei de Sociedade; 7) Lei do Progresso; 8) Lei de Igualdade; 9) Lei de Liberdade; 10) Lei de Justiça, Amor e Caridade. Essa divisão da Lei Natural em dez partes, da mesma forma como fez Moisés com os Dez Mandamentos, abrange todas as circunstâncias da vida. A Lei de Justiça, Amor e Caridade é a mais importante, porque ela resume todas as outras.
5) Que relação existe entre justiça, amor e caridade?
A justiça procura simplesmente ajustar-se à lei. A lei, contudo, é fria, diz respeito a uma norma. Observe, porém, o provérbio inglês: "Law on the table, justice under the table" ("Lei sobre a mesa, justiça sob a mesa"). A obediência cega a uma lei pode acarretar uma injustiça para com os seres humanos. Nesse caso, o amor e a caridade entram como um complemento da Lei de Justiça. Na pergunta 886 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec diz: "O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: ‘Amai-vos uns aos outros, como irmãos’".
6) Como distinguir a justiça humana da justiça divina?
A justiça humana está sujeita às limitações do ser humano. Serve para uma sociedade durante um determinado período de tempo, conforme o grau de desenvolvimento moral e espiritual alcançado pelas pessoas que ali vivem. A justiça divina é a justiça estabelecida por Deus, é um modelo a ser seguido. A função dos seres humanos é aproximar-se cada vez mais dessa justiça maior, a justiça das justiças.
7) Qual o critério da verdadeira justiça?
"O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo, e não de querer para si o que se deseja para os outros. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal por norma ou ponto de partida, podemos estar certos de jamais desejar para o próximo senão o bem. Desde todos os tempos e em todas as crenças o homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião cristã foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo". (Kardec, 1995, perguntas 873 a 876)
8) O que é a caridade, segundo Jesus?
"A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores. Ela nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade da indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do comumente se pratica... O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distancia entre ambos". (Kardec, 1995, pergunta 885)
9) Deve o homem sofrer ou fugir à injustiça?
Lembremo-nos do diálogo entre Sócrates e sua esposa. Ao visitá-lo na prisão, ela diz que aquela acusação era injusta e que ele deveria fugir de lá. Como filósofo que era, retrucou: e você gostaria que a acusação fosse justa?
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Enciclopédias
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.
São Paulo, 20 de agosto de 2008

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012





(Joanna de Ângelis)


O resultado natural do amor entre pessoas de se­xos diferentes é o casamento, quando se tem por meta a comunhão física, o desenvolvimento da emoção psí­quica, o relacionamento gerador da família e o compa­nheirismo.
O matrimônio representa um estágio de alto de­senvolvimento do Self, quando se reveste de respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem em qualquer es­tágio da união que os vincula, reciprocamente, um ao outro ser.
Conquista da monogamia, através de grandes lu­tas, o instinto vem sendo superado pela inteligência e pela razão, demonstrando que o sexo tem finalidades específicas, não devendo a sua função ser malbaratada nos jogos do prazer incessante, e significa uma auto-realização da sociedade, que melhor compreende os direitos da pessoa feminina, que deixa de ser um obje­to para tornar-se nobre e independente quanto é. O mesmo ocorre em relação ao esposo, cabendo à mulher o devido cumprimento dos deveres de o respeitar, man­tendo-se digna em qualquer circunstância e época após o consórcio.
Mais do que um ato social ou religioso, conforme estabelecem algumas Doutrinas ancestrais, vinculadas a dogmas e a ortodoxias, o casamento consolida os vín­culos do amor natural e responsável, que se volta para a construção da família, essa admirável célula básica da humanidade.
O lar é, ainda, o santuário do amor, no qual, as cri­aturas se harmonizam e se completam, dinamizando os compromissos que se desdobram em realizações que dignificam a sociedade.
Por isso, quando o egoísmo derruba os vínculos do matrimônio por necessidades sexuais de variação, ou porque houve um processo de saturação no relacio­namento, havendo filhos, gera-se um grave problema para o grupo social, não menor do que em relação a si mesmo, assim como àquele que fica rejeitado.
Certamente, nem todos os dias da convivência ma­trimonial serão festivos, mas isso ocorre em todos os campos do comportamento. Aquilo que hoje tem um grande sentido e desperta prazer, amanhã, provavel­mente, se torna maçante, desagradável. Nesse momento, a amizade assume o seu lugar, amenizando o con­flito e proporcionando o companheirismo agradável e benéfico, que refaz a comunhão, sustentando a afeição.
Em verdade, o que mantém o matrimônio não é o prazer sexual, sempre fugidio, mesmo quando inspira­do pelo amor, mas a amizade, que responde pelo inter­câmbio emocional através do diálogo, do interesse nas realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir-se útil e estimado.
Há muitos fatores que contribuem para o descon­certo conjugal na atualidade, como os houve no passa­do. Primeiro, os de natureza íntima: insegurança, bus­ca de realização pelo método da fuga, insatisfação em relação a si mesmo, transferência de objetivos, que nun­ca se completarão em uma união que não foi amadure­cida pelo amor real. Segundo, por outros de ordem psico-social, econômica, educacional, nos quais estão embutidos os culturais, de religião, de raça, de nacionalidade, que sempre comparecem como motivo de de­sajuste, passados os momentos de euforia e de prazer. Ainda se podem relacionar aqueles que são conse­qüências de interesses subalternos, nos quais o senti­mento do amor esteve ausente. Nesses casos, já se iniciou o compromisso com programa de extinção, o que logo sucede. Há, ainda, mais alguns que são derivados do interesse de obter sexo gratuitamente, quando seja solicitado, o que derrapa em verdadeira amoralidade de comportamento.
O matrimônio, fomentando o companheirismo, permite a plenificação do par, que passa a compreen­der a grandeza das emoções profundas e realizadoras, administrando as dificuldades que surgem, prosseguin­do com segurança e otimismo.
Nos relacionamentos conjugais profundos também podem surgir dificuldades de entendimento, que de­vem ser solucionadas mediante a ajuda especializada de conselheiro de casais, de psicólogos, da religião que se professa, e, principalmente, por intermédio da ora­ção que dulcifica a alma e faculta melhor entendimen­to dos objetivos existenciais. Desse modo, a tolerância toma o lugar da irritação, a compreensão satisfaz os es­tados de desconforto, favorecendo com soluções hábeis para que sejam superadas essas ocorrências.
É claro que o casamento não impõe um compro­misso irreversível, o que seria terrivelmente perturba-dor e imoral, em razão de todos os desafios que apre­senta, os quais deixam muitas seqüelas, quando não necessariamente diluídos pela compreensão e pela afe­tividade.
A separação legal ocorre quando já houve a de na­tureza emocional, e as pessoas são estranhas uma à outra.
Ademais, a precipitação faz com que as criaturas se consorciem não com a individualidade, o ser real, mas sim, com a personalidade, a aparência, com os ma­neirismos, com as projeções que desaparecem na con­vivência, desvelando cada qual conforme é, e não como se apresentava no período da conquista.
Essa desidentificação, também conhecida como o cair da máscara, causa, não poucas vezes, grandes cho­ques, produzindo impactos emocionais devastadores.
O ser amadurecido psicologicamente procura a emoção do matrimônio, sobretudo para preservar-se, para plenificar-se, para sentir-se membro integrante do grupo social, com o qual contribui em favor do pro­gresso. A sua decisão reflete-se na harmonia da sociedade, que dele depende, tanto quanto ele se lhe sente necessário.        Todo compromisso afetivo, portanto, que envolve dois indivíduos, torna-se de magna importância para o comportamento psicológico de ambos. Rupturas abrup­tas, cenas agressivas, atitudes levianas e vulgaridade geram Lesões na alma da vítima, assim como naquele que as assume.


Texto extraído do Livro “Amor, Imbatível Amor”, psicografado por Divaldo Pereira Franco e ditado pelo espírito Joanna de Ângelis.

Enviado por:

SEJA - Sociedade Espírita Joanna de Ângelis 

Posted: 15 Jan 2012 03:41 PM PST

terça-feira, 17 de janeiro de 2012



Formação dos Médiuns
O desejo de todo aspirante a médium é, naturalmente
poder entreter-se com o Espírito de pessoas
queridasmas deve moderar a sua impaciência, porque a comunicação com determinado Espírito por
vezes oferece dificuldades materiais que a tornam
impossível para o principiante.
Para que um Espírito possa comunicar-se, é
preciso que entre ele e o médium haja relações
fluídicas que nem sempre se estabelecem
instantaneamente. Somente à medida que a
faculdade se desenvolve é que o médium adquire
a necessária aptidão para entrar em contacto com
o primeiro Espírito que chegue. Pode, pois,
acontecer que aquele com quem se deseja entrar
em comunicação não se ache em condições
propícias para o fazer,
apesar de presença, como também pode acontecer
que não tenha a possibilidade, ou a permissão
de atender ao apelo que se lhe faz.
Eis porque a principio, convém não nos
obstinarmos em chamar um
determinado Espírito, com exclusão de qualquer
outro, porque às vezes acontece que não é com
ele que se estabelecem mais facilmente as relações
fluídicas, por maior que seja a simpatia que lhe
tenhamos. Antes, pois, de pensar em obter
comunicações deste ou daquele Espírito é
necessário desenvolver a faculdade, para o que se deve fazer um apelo geral, dirigindo-se principalmente ao Anjo da Guarda.
Para isto não há fórmula sacramental.
Quem quer que queira apresentá-la pode, logo,
ser tachado de embusteiro, porque para os
Espíritos a fórmula nada vale.
Contudo a evocação sempre deve ser
feita em nome de Deus. Pode ser feita nos
seguintes termos, ou em outros equivalentes:
“ Peço a Deus Todo-Poderoso que permita a
um bom Espírito comunicar-se comigo e
fazer-me escrever.
Também peço ao meu Anjo da Guarda que me
assista e afaste os maus Espíritos.
” Espera-se, então, que um Espírito se
manifeste, fazendo escrever
alguma coisa. Pode acontecer que seja aquele
que se deseja, como pode ser um Espírito desconhecido ou o Anjo da Guarda.
Em todo caso ele se dá a conhecer escrevendo o
nome. Mas então surge a questão de identidade,
uma das que exigem a maior experiência,
porque poucos principiantes há que não estejam
expostos a ser enganados.
_Allan Kardec_

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